
A temporada 2008/2009 tem sido particularmente afectada por diversos erros de arbitragem. O caso mais recente, com direito a uma cobertura mediática intensa, aconteceu na final da Taça da Liga entre o Benfica e o Sporting. Um penalti mal assinalado pelo árbitro Lucílio Baptista, a castigar uma suposta mão de Pedro Silva, possibilitou à equipa de Quique Flores chegar ao empate e, depois, graças a três momentos de inspiração do guarda-redes Quim, acabar por levar o troféu para a vitrine da luz. Este foi, aliás, o primeiro título do Benfica desde 13 de Agosto de 2005, altura em que conquistou a supertaça Cândido de Oliveira frente ao Vitória de Setúbal.
Mas não sãoas vitórias do Benfica ou as queixas do Sporting que estão na origem deste texto. Quero deixar aqui uma sugestão para que os erros de arbitragem comecem a diminuir.
Num momento em que se fala da introdução das novas tecnologias no futebol, como os chips na bola ou o recurso às imagens televisivas por parte da equipa de arbitragem, quando houver dúvidas relativamento ao ajuizamento de um lance, tenho que dizer que não concordo com essa solução nesses termos. Um árbitro parar um jogo para se sentar em frente ao televisor à espera de uma repetição tira, a meu ver, o brilho a esse grande espectáculo chamado futebol.
Então de que maneira é que essas novas tecnologias poderiam ajudar a diminuir os erros sem que o ritmo de jogo fosse prejudicado? Na minha opinião, a solução era fácil. A comissão de arbitragem continuaria a nomear o árbitro principal, os árbitros assistentes e o 4º árbitro como até aqui. Só haveria uma alteração na disposição dos elementos da equipa de arbitragem. O árbitro principal sentari-se na cabine do 4º árbitro, com uma televisão à frente, e, por sua vez, o 4º árbitro iria para dentro do campo. Os estatutos e competências de ambos manteriam-se. Passo a explicar. O árbitro principal, sentado frente ao televisor, ajuizaria os lances via tv e, através do intercomunicador, transmitiria ao 4º árbitro (que estaria dentro do terreno) a decisão. Ou seja, o 4º árbitro, dentro das quatro linhas e com o apito na boca, assinalaria os lances que o árbitro principal (sentado em frente à tv) indicasse. Fica a sugestão.
