terça-feira, 27 de outubro de 2009

Descubram as diferenças

Dois penaltis inventados. Duas capas. O mesmo jornal. Descubram as diferenças.


E agora? Aimar é ou não castigado?


O mundo está cheio de artistas. Uns não são bem sucedidos. Outros são. E outros não deviam ser mas também o são. O jogo da 8ª jornada entre o Benfica e o Nacional, realizado ontem, terminou com mais uma goleada para os da Luz. Com um resultado de 6-1 pouco ou nada há a discutir quanto à justiça do vencedor. No entanto, a arbitragem esteve em evidência pela negativa. O golo do Nacional foi marcado em fora-de-jogo, um golo do Benfica foi precedido de uma falta sobre Ruben Micael no meio-campo. Patacas viu o segundo amarelo numa falta que não existiu e, na sequência, o Benfica fez o 5-1. O segundo penálti para o Benfica é discutível e originou mais uma expulsão. Além de alguma dualidade de critérios na amostragem de cartões. Apesar de tudo isto, o vencedor, reafirmo, não se discute. No entanto, há um aspecto que, por decisões passadas, merecem especial atenção. No ano passado, Lisandro Lopez foi castigado com um jogo de suspensão na sequência de uma simulação dentro da área no jogo FC Porto-Benfica, e que viria a dar o golo do empate aos Dragões. Na altura, o assunto encheu páginas de jornais durante semanas a fio. E não houve quem descansasse enquanto o argentino do FC Porto não foi castigado. Pois bem. No jogo de ontem, houve um lance em tudo semelhante, cujo protagonista dá pelo nome de Pablo João Pinto Aimar. "Não houve qualquer grande penalidade cometida por Felipe Lopes. O campeão das simulações ludibriou mais uma vez o oficial de jogo", considerou Jorge Coroado no 'Tribunal d'O Jogo'. Lisandro Lopez e Aimar têm algumas semelhanças. São ambos argentinos, pequenitos. Mas a cor das camisolas é diferente. Se Lisandro foi castigado, Aimar também terá que ser. Foi um lance crucial no jogo, já que o 3-1 no início da segunda parte arrumou praticamente a equipa madeirense. As razões são exactamente as mesmas. Só falta saber se há dois pesos e duas medidas. Ficamos à espera da decisão da Liga.

PS: Não admira que os árbitros portugueses cometam estes erros. Vejam só esta grande penalidade assinalada por Pedro Proença no jogo entre a França e a Áustria no passado dia 14 de Outubro. Sem comentários!! )Ver minuto 1:05)

http://www.zerozero.pt/video.php?id=34891

quinta-feira, 26 de março de 2009

Arbitragem e mudanças


A temporada 2008/2009 tem sido particularmente afectada por diversos erros de arbitragem. O caso mais recente, com direito a uma cobertura mediática intensa, aconteceu na final da Taça da Liga entre o Benfica e o Sporting. Um penalti mal assinalado pelo árbitro Lucílio Baptista, a castigar uma suposta mão de Pedro Silva, possibilitou à equipa de Quique Flores chegar ao empate e, depois, graças a três momentos de inspiração do guarda-redes Quim, acabar por levar o troféu para a vitrine da luz. Este foi, aliás, o primeiro título do Benfica desde 13 de Agosto de 2005, altura em que conquistou a supertaça Cândido de Oliveira frente ao Vitória de Setúbal.

Mas não sãoas vitórias do Benfica ou as queixas do Sporting que estão na origem deste texto. Quero deixar aqui uma sugestão para que os erros de arbitragem comecem a diminuir.

Num momento em que se fala da introdução das novas tecnologias no futebol, como os chips na bola ou o recurso às imagens televisivas por parte da equipa de arbitragem, quando houver dúvidas relativamento ao ajuizamento de um lance, tenho que dizer que não concordo com essa solução nesses termos. Um árbitro parar um jogo para se sentar em frente ao televisor à espera de uma repetição tira, a meu ver, o brilho a esse grande espectáculo chamado futebol.
Então de que maneira é que essas novas tecnologias poderiam ajudar a diminuir os erros sem que o ritmo de jogo fosse prejudicado? Na minha opinião, a solução era fácil. A comissão de arbitragem continuaria a nomear o árbitro principal, os árbitros assistentes e o 4º árbitro como até aqui. Só haveria uma alteração na disposição dos elementos da equipa de arbitragem. O árbitro principal sentari-se na cabine do 4º árbitro, com uma televisão à frente, e, por sua vez, o 4º árbitro iria para dentro do campo. Os estatutos e competências de ambos manteriam-se. Passo a explicar. O árbitro principal, sentado frente ao televisor, ajuizaria os lances via tv e, através do intercomunicador, transmitiria ao 4º árbitro (que estaria dentro do terreno) a decisão. Ou seja, o 4º árbitro, dentro das quatro linhas e com o apito na boca, assinalaria os lances que o árbitro principal (sentado em frente à tv) indicasse. Fica a sugestão.